Thy Catafalque (SP)
O post-metal europeu chega, de surpresa, em terras brasileiras, diretamente em SP
Fotos por: Daniel Agapito (Chato de Show) - @dhpito
Agradecimentos: Tedesco Mídia e Xaninho Discos
O Thy Catafalque surpreendeu a todos quando anunciou sua passagem pelo Brasil, em uma apresentação que reforçou por que o projeto liderado por Tamás Kátai se tornou um dos nomes mais cultuados, imprevisíveis e singulares da música extrema contemporânea. Em sua primeira passagem pelo país, o grupo húngaro trouxe aos palcos brasileiros uma experiência que extrapola os limites tradicionais do metal, unindo black metal, avant-garde, música folclórica húngara, ambientações eletrônicas, elementos progressivos e passagens acústicas em uma identidade artística construída ao longo de mais de duas décadas.
Formado originalmente em 1998, na cidade de Makó, Hungria, o Thy Catafalque nasceu inicialmente conectado ao universo do post-black metal, mas rapidamente passou a expandir suas fronteiras criativas. Com o passar dos anos, Tamás Kátai transformou o projeto em uma plataforma aberta para experimentação sonora, incorporando influências que transitam entre o folk europeu, música eletrônica, trilhas atmosféricas e estruturas progressivas, sempre mantendo uma forte carga emocional e introspectiva em suas composições.
Em entrevistas recentes, Kátai comentou que, embora a influência direta do black metal tenha diminuído ao longo da trajetória da banda, “o black metal sempre estará presente em nossa música; essa é a origem de tudo”. Ao mesmo tempo, o músico também destacou que o processo criativo do Thy Catafalque nunca seguiu fórmulas rígidas, algo perceptível na constante reinvenção presente em discos como Meta, Geometria, Naiv, Vadak e os trabalhos mais recentes Alföld e XII: A gyönyörű álmok ezután jönnek.
Essa abordagem faz do Thy Catafalque um projeto difícil de categorizar dentro de um único gênero. No palco, essa pluralidade sonora ganha ainda mais força: texturas eletrônicas convivem com riffs extremos, vocais melancólicos surgem ao lado de passagens folk e momentos contemplativos se alternam com explosões de peso e densidade atmosférica. O resultado é uma experiência quase cinematográfica, que ajudou a consolidar o nome do projeto como uma das referências mais respeitadas do metal avant-garde mundial.
A estreia brasileira também carregou um peso simbólico para fãs que acompanham há anos a trajetória do grupo e finalmente puderam testemunhar ao vivo uma obra conhecida justamente pela complexidade de suas camadas sonoras e emocionais em uma aconchegante e intimista noite diretamente do Jai Club.
Infelizmente, para esta cobertura não dispusemos de alguém para fazer a redação, sendo esta cobertura majoritariamente fotográfica.
A seguir, confira a galeria de fotos da apresentação.
Setlist
- Néma vermek
- Trilobita
- Napút
- Szarvas
- Mezolit
- Embersólyom (cover de Kaláka)
- Köd utánam
- Csillagkohó
- Töltés
- Kel keleti szél
- Vasgyár
- Ködkirály
- Szélvész
- Jura
- Aláhullás
- A gyönyörű álmok ezután jönnek
- Móló






















