Ricardo Confessori explora os limites da inteligência artificial em álbum solo Realm Breaker
Disco conceitual reúne 12 faixas de heavy metal e elementos progressivos em uma narrativa de ficção científica
Crédito foto: Divulgação
via TRM Press
Um cientista desenvolve uma arma para enfrentar as ameaças de um mundo dominado pela inteligência artificial, mas acaba transformado pela tecnologia que pretendia combater. Esse é o ponto de partida de “Realm Breaker”, primeiro álbum solo do baterista Ricardo Confessori, conhecido por sua trajetória no Angra, Shaman e Korzus. Com 12 faixas, o trabalho está disponível em CD físico na Black Rock Store, em uma edição com slipcase e pôster. Nas plataformas digitais, o álbum será lançado no dia 31 de outubro.
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Desenvolvido ao longo de três anos, o disco utiliza a ficção científica para abordar os limites da criação humana e a responsabilidade de quem desenvolve tecnologias capazes de alterar a própria sociedade. No centro dessa narrativa está o personagem Realm Breaker, concebido como uma espécie de “Oppenheimer da geração da inteligência artificial”. Dentro de seu laboratório, a busca por uma resposta às ameaças tecnológicas desencadeia um processo irreversível: dominado pela IA, o cientista tem parte do corpo consumida e se torna parcialmente androide.
A transformação do personagem dá forma ao conflito que atravessa o álbum. A ferramenta adquire poder sobre seu criador, e a tentativa de preservar a humanidade passa a comprometer aquilo que a define. Ambição, identidade, perda de controle e permanência se encontram em uma história cuja dimensão visual aparece na capa e no videoclipe da faixa-título, interpretada por Fabio Caldeira.
Musicalmente, esse universo é construído com heavy metal, elementos progressivos, arranjos sinfônicos e intervenções eletrônicas. A produção aproxima o peso dos instrumentos de uma linguagem cinematográfica, na qual mudanças de atmosfera ajudam a conduzir a experiência de audição. Ao longo do repertório, melodias, frases e motivos reaparecem como conexões entre as composições, acrescentando novas possibilidades de interpretação ao conjunto.
Quatro peças concebidas por Thiago Larenttes ampliam essa dimensão narrativa. A abertura, “Parmi Les Ruines Naissent L’Espoir et Le Trésor”, recorre à Teoria dos Afetos e às orquestrações para percorrer sentimentos como melancolia, ímpeto, esperança e triunfo. Seu título introduz uma ideia que acompanha a obra: mesmo entre ruínas e adversidades, ainda existe espaço para o surgimento daquilo que é humano e precioso.
Em “Ösel Solis”, a pulsação dos riffs, as referências ao djent e os solos conduzem a música até um desfecho marcado pelo saxofone. “Immortalis”, também com letra de Larenttes, aproxima a permanência do personagem do legado artístico de Confessori, abordando o que sobrevive por meio da memória e da arte. O encerramento, “Ausklang”, leva o ouvinte a uma era em que a inteligência artificial controla todos os sistemas: sintetizadores, beats, dubstep e texturas eletrônicas traduzem a consolidação desse novo ambiente.
A diversidade de vozes também integra a identidade do trabalho. Dan Vasc participa de “Where The Eagles Fly”, composição que deu início à nova fase do projeto, em 2023. Bruno Sutter interpreta “The Dark Passenger”; Mizuho Lin canta “Black Mirror” e “The Shredder”; Guilherme Hirose assume “Into Dark Matter”; Daniel Pinho, “Magic Sprouts of Hope”; e Carlos Zema, “No Prize to Perfection”. Fabio Caldeira completa o time de convidados na faixa-título.
“Produzir ‘Realm Breaker’ foi uma experiência especial e desafiadora. A mixagem e a masterização exigiram a construção de uma verdadeira arquitetura sonora, na qual cada instrumento, textura e detalhe precisava encontrar seu espaço para alcançar equilíbrio, profundidade e impacto”, afirma Thiago Larenttes.
Ricardo Confessori assina a maior parte das músicas e letras, toca bateria e teclados e responde pela produção do álbum. Larenttes assume a produção musical, guitarras, baixo, piano, teclados, sintetizadores, programação e arranjos orquestrais, enquanto Affonso Junior completa o núcleo instrumental nas guitarras. João Henrique “Rasta” participa com solos de teclado em “Magic Sprouts of Hope” e “The Dark Passenger”.
Gravado, mixado e masterizado no Larenttes Music Studio, “Realm Breaker” tem arte de João Duarte, capa e fotografias de Thiago Larenttes. A edição física reúne em CD uma obra concebida para ser percorrida em sequência, do primeiro sinal de esperança entre as ruínas ao cenário de domínio tecnológico apresentado em seu encerramento.
Tracklist de “Realm Breaker”:
1 – Parmi Les Ruines Naissent L’Espoir et Le Trésor
2 – Black Mirror (feat. Mizuho Lin)
3 – Into Dark Matter (feat. Guilherme Hirose)
4 – Magic Sprouts of Hope (feat. Daniel Pinho e João Henrique “Rasta”)
5 – Ösel Solis
6 – Immortalis
7 – Realm Breaker (feat. Fabio Caldeira)
8 – The Shredder (feat. Mizuho Lin)
9 – Where The Eagles Fly (feat. Dan Vasc)
10 – No Prize to Perfection (feat. Carlos Zema)
11 – The Dark Passenger (feat. Bruno Sutter e João Henrique “Rasta”)
12 – Ausklang
Formação
Ricardo Confessori: bateria e teclados
Thiago Larenttes: guitarra, baixo, piano, teclados, sintetizadores, programação e arranjos orquestrais
Affonso Junior: guitarra
Mais informações sobre Confessori:
Site Oficial – http://www.ricardoconfessori.com
Instagram – https://www.instagram.com/ricardoconfessori/










