Válvera (SP)
Texto por: Eduardo Okubo
Fotos por: Lucas Camargo
Agradecimentos: Isabele Miranda Press
No sábado 28/02 estivemos em uma das mais novas casas de shows da cidade, a Burning House, que junto com a Gaz Burning e seus shows que acontecem na rua formam um espaço muito interessante e diferente para shows. É uma experiência que começa literalmente na rua (sem saída) e termina dentro da casa de espetáculos.
Iniciando à noite de muita música, tivemos às 18h00 a 3 Pipe Problem, capitaneada pelo Hafa Adami na guitarra, tocaram músicas autorais e alguns covers; a banda toca um rock moderno, cheio de guitarras distorcidas, elementos eletrônicos e um caldo de referências sonoras que vão de
Nirvana,
Pixies
e acho que até
Sepultura.
Uma banda que merece ser descoberta por um público maior com certeza.
Em seguida tivemos no palco a Banda
Debrix, com uma sonoridade que combina o Rock Classico, Hard Rock e muito groove, com uma ótima presença de palco. Animaram bastante o público que estava começando a encher a casa, um destaque no setlist é a poderosa "Bullseye".
A terceira banda a se apresentar com certeza surpreendeu muitos dos presentes na casa, mas já é uma banda com destaque cada vez maior no cenário nacional, já tendo inclusive tocado no Bangers Open Air.
The Heathen Scythe subiu ao palco com seu som e visual únicos, capitaneada pelo
Tato Deluca, a banda que funde Metal Clássico, Black Metal, industrial fez uma apresentação marcada pela teatralidade e pelo peso e qualidade sonora dos músicos da banda, que mostraram que sabem fazer solos até no escuro. A apresentação serviu como despedida da banda que sai em breve em turnê internacional no oriente (China e Japão) e Europa.
Já com a noite avançando tivemos o prazer de ver subir ao palco a banda
Laboratori, com sua mistura pesadíssima de Hardcore, Metal e Rock, com muito peso, vocais excelentes do
Chili, uma guitarra afiadíssima do
Rogerio Wecko
e uma cozinha das melhores do Metal Nacional com o baixo (e vocais incríveis) do
Mateus Marcatto
e bateria insana do grande
Jean Forrer, soltando uma pedrada atrás da outra incendiando a Burning House (o trocadilho foi irresistível de fazer).
O grande momento da noite veio em seguida, e não poderia deixar de ser especial acompanhar os rapazes (Glauber
nos vocais e guitarra,
Rodrigo
na guitarra,
Gabriel
no baixo e o
Vitor
na bateria) da banda
Válvera
tocaram as músicas do seu novo álbum "Unleashed Fury", um trabalho com músicas bem produzidas, muito pesadas que injetam modernidade no Thrash Metal. Para essa apresentação tivemos como convidado super especial o gigante
Marcello Pompeu, do
Korzus. A banda mistura ao Thash Metal Speed/Black Metal com uma sonoridade irresistível e uma presença de palco que já os garantiu nos palcos de grandes festivais, como o
Bangers, e a oportunidade abrir vários shows internacionais, como irá ocorrer em breve com os americanos do
Drowning Pool.
A noite se encerraria ainda com a performance do Flageladör, que inicialmente tocaria mais cedo, mas acabou por reorganizar o horário de entrada, devido a um atraso na logística do evento. Ainda que fechando o mesmo, infelizmente, nossa equipe não conseguiu se manter até o encerramento do mesmo devido ao horário, o que nos impediu (desta vez) de acompanhar de perto um dos nomes mais clássicos do underground nacional quando o assunto é o speed/trash metal.
Aqui ficam nossas sinceras desculpas à banda e à organização pelo fato.
Definitivamente, um festival que não só serviu como lançamento para Unleashed Fury, como também um momento dedicado e intencional que reforçou uma vez mais, a força do underground brasileiro.



















