Supercombo lança segunda parte do álbum “Caranguejo” e conclui projeto em dois volumes
Disco chega com oito faixas inéditas pela Deck e encerra ciclo iniciado em 2025
Créditos foto: Jorge Daux (@jorgedaux)
via Tedesco Mídia
Depois de apresentar a primeira parte de Caranguejo ao longo de 2025, em uma sequência de shows que passou por seis estados e diferentes formatos de palco, a Supercombo lança nesta sexta-feira, 10 de abril, a segunda parte do álbum, pela Deckdisc. O novo capítulo reúne oito músicas inéditas, guardadas desde a chegada da Parte 1, e fecha o arco criativo de um trabalho pensado desde o início como um disco dividido em dois tempos.
Caranguejo nas plataformas digitais: supercombo.lnk.to/Caranguejo
A escolha por lançar Caranguejo em duas etapas nasceu do desejo de dar mais espaço para as músicas existirem fora da lógica imediata dos singles.
A Parte 2 se conecta diretamente à primeira metade do álbum, mas desloca o foco da escuta ao propor outros climas, ritmos e atmosferas, ampliando o desenho do projeto sem romper com sua unidade.
Musicalmente, o rock segue como eixo central da Supercombo, mas aparece cercado por escolhas mais abertas. As novas faixas exploram contrastes de dinâmica, mudanças de andamento e variações de ambiência, alternando momentos mais diretos com passagens de maior introspecção.
Ao longo desse percurso, a banda mantém uma identidade construída no equilíbrio entre riffs, melodias fortes e letras voltadas ao cotidiano.
Essa passagem entre os dois blocos do álbum aparece já na abertura da nova sequência.
“Combustão” funciona como elo entre as duas partes de Caranguejo. Serve mais ou menos como uma transição da Parte 1 para a Parte 2. É uma vinheta, quase um bolero, e cumpre essa função de preparar a entrada no novo bloco do disco.
Logo depois, “Deixa a Maré Te Levar” assume outro papel dentro do repertório. A faixa ocupa, na Parte 2, uma função próxima à de “Transmissão” na primeira metade do álbum, ao empurrar a escuta para um lugar de mais impacto. Tem um riff de guitarra bem marcante e joga quem está ouvindo para uma energia mais pra cima, mais pesada.
A nova etapa de Caranguejo também aprofunda linhas narrativas já sugeridas no primeiro lançamento. É o caso de “Deixar Pra Lá”, que estabelece uma espécie de contraponto com “Alento”, da Parte 1.
Se a faixa anterior tratava dos primeiros anos da filha de Léo Ramos, a nova canção projeta essa relação para outro momento da vida, imaginando conflitos, distâncias e tentativas de reaproximação no futuro. É quase uma contraparte de ‘Alento’. Se antes havia um olhar para a infância, agora existe uma visualização de uma relação mais à frente, com a filha já adolescente ou no começo da vida adulta, em que ele se abre para uma conversa sem saber se essa abertura vai acontecer de volta.
Em outro registro, “Como Se Fosse Ontem” trabalha a nostalgia a partir de referências que atravessam a adolescência da própria geração da banda, como locadoras, lan houses e noites passadas diante de uma tela. A música, porém, não trata esse passado como refúgio permanente. Fala dessas memórias, mas também da importância de apertar o play para que o amanhã chegue. A ideia não é ficar preso à nostalgia, e sim entender que, se lá atrás a vida apresentava coisas legais, ela continua apresentando agora.
A evolução da Supercombo
Com a Parte 2, Caranguejo se consolida como o álbum mais produzido da trajetória da Supercombo. O quarteto passou mais tempo em estúdio do que em trabalhos anteriores, o que permitiu um cuidado maior com arranjos, timbres e camadas sonoras. O processo também fortaleceu a dinâmica interna da banda, refletida em gravações mais seguras e conectadas.
A produção e a pós-produção das novas faixas contam novamente com Victor de Souza, o Jotta, cuja participação foi decisiva para o acabamento do disco.
Ao incorporar referências do pop contemporâneo, da música urbana e da eletrônica, o produtor contribuiu para um resultado mais detalhado e definido, com acabamento mais hi-fi em comparação com Remédios (2023), sem afastar o álbum da base orgânica da banda.
Com 15 faixas ao todo, Caranguejo passa a se apresentar agora em sua forma completa. A segunda parte fecha um projeto construído com continuidade e intenção, confirma um momento de segurança criativa da Supercombo e reforça a disposição da banda em fazer discos pensados como percurso, não apenas como soma de lançamentos.
Caranguejo
O nome Caranguejo nasceu ainda na pré-produção, a partir de um comentário bem-humorado sobre músicas que pareciam seguir para um lado e depois para o outro, como o movimento do animal. A imagem acabou incorporada ao conceito do disco e virou símbolo central desta etapa da carreira da banda.
Show de lançamento da parte 2 de Caranguejo: 26/04 na Casa Natura Musical
SERVIÇO - Supercombo: lançamento de Caranguejo (Parte 2)
Data: 26 de abril de 2026 (domingo)
Horário: 19h (abertura da casa)
Local: Casa Natura Musical
Endereço: Rua Artur de Azevedo, 2134 – Pinheiros, São Paulo
Ingresso: bileto.sympla.com.br/event/116342
Valores:
Pista em pé – Lote 1: R$ 100,00/R$ 50,00 (meia-entrada)
Pista em pé – Lote 2: R$ 120,00/R$ 60,00 (meia-entrada)
Pista em pé – Lote 3: R$ 150,00/R$ 75,00 (meia-entrada)
Pista em pé – Lote 4: R$ 180,00/R$ 90,00 (meia-entrada)
Bistrô Superior: R$ 220,00/R$ 110,00 (meia-entrada)
Camarote: R$ 250,00/R$ 125,00 (meia-entrada)
Mais informações
https://linktr.ee/supercombooficial










