Nine Red Moons conecta Sepultura e Viper em novo single
“Archetypes” antecipa EP de estreia inspirado em Carl Jung
Crédito foto: Divulgação
via ASE Music
Sepultura
e
Viper
se encontram em uma mesma gravação em "Archetypes", novo single do
Nine Red Moons que antecipa "Sumerian Songs for the Dead", EP de estreia previsto para setembro. A música reúne o baixista
Paulo Xisto
(Sepultura) e o guitarrista
Felipe Machado
(Viper), ao lado do mentor do projeto,
Eduardo Simões
(guitarra), e de uma formação internacional com
Tasos Lazaris
(vocal),
Victor Simões
(teclado),
Polina Kermesh Faustova
(violoncelo) e
Angelo Spilotros
(bateria). "Esta é a primeira vez que músicos ligados ao Sepultura e ao Viper participam juntos de uma mesma gravação", destaca o guitarrista Eduardo "Paulista" Simões, mentor do Nine Red Moons, ex-integrante do
Chakal
e
Pit Passarell
e responsável pela composição de todas as músicas e letras do projeto.
Musicalmente, "Archetypes" tem o Iron Maiden como principal referência, especialmente pela interpretação vocal de Lazaris, associado ao estilo de Bruce Dickinson. A faixa também incorpora influências de Metallica e Black Sabbath, especialmente da fase com Ronnie James Dio nos vocais. A bateria de Angelo Spilotros acrescenta elementos de prog metal, incluindo uma passagem em compasso 7/8 antes do solo, conforme explica Simões. O peso da faixa ganha ainda mais força com Paulo Xisto no baixo, que ocupa papel central na sonoridade, contribuindo para a densidade e a profundidade da composição. Os solos de guitarra são executados por Eduardo Simões e Felipe Machado, enquanto Victor Simões assume os teclados. A formação é completada pela violoncelista ucraniana Polina Kermesh Faustova, integrante da orquestra de Hans Zimmer, e por Spilotros na bateria.
Considerada a mais enigmática de "Sumerian Songs for the Dead", "Archetypes" também estabelece o tom conceitual do projeto ao abordar temas como morte, luto e transcendência a partir dos arquétipos de Carl Jung. A letra explora padrões psicológicos universais e modelos de comportamento diante dos mistérios da existência, conduzindo a narrativa por uma perspectiva que questiona a própria natureza da morte e a possibilidade de algo existir além dela. A inspiração surgiu de uma experiência pessoal de Eduardo após o falecimento de seu pai.
"Comecei a ler vários livros sobre luto e o que a morte significa para cada religião. Essa música traz o desejo de que, um dia, possamos conversar novamente", explica. A reflexão encontra síntese no refrão: "A morte é apenas uma passagem, a alma é imortal."
A dimensão visual acompanha a proposta conceitual do single, com capa criada por Jean Michel, da DSNS Art. Eduardo Simões assina a produção, com coprodução de Val Santos e Alan Wallace. Val Santos também é responsável pela mixagem e masterização, enquanto o lyric video foi produzido por Wanderley Perna.
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