Netherwilds lança álbum de estreia Peasant Rising nesta sexta-feira
Projeto de David Monks, do Tokyo Police Club, mistura thrash, doom, hardcore e folk medieval em narrativa sobre revolta e desigualdade
Crédito: Divulgação
via Secret Service Publicity
O Netherwilds lança seu álbum de estreia, Peasant Rising, nesta sexta-feira, 9 de outubro, pela King Volume Records. Criado por David Monks, vocalista e guitarrista do Tokyo Police Club, o projeto transforma em música o universo do personagem “Worm Chewer”, criado pelo músico em vídeos de temática medieval que viralizaram nas redes sociais.
Antes mesmo do lançamento, Peasant Rising já aparece entre os discos mais procurados no Bandcamp. De acordo com a divulgação do projeto, o álbum ocupa atualmente a primeira posição entre os discos de vinil, CD e cassete mais vendidos da plataforma, além da segunda colocação na categoria digital.
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A origem do Netherwilds está justamente nas redes sociais. No fim de 2024, Monks começou a publicar vídeos interpretando um camponês coberto de sujeira, gravados entre ruínas do interior da Irlanda. O personagem “Worm Chewer” rapidamente chamou atenção no TikTok e no Instagram, com vídeos que chegaram regularmente à marca de 1 milhão de visualizações.
Por trás do humor e do visual deliberadamente grotesco, o projeto acabou desenvolvendo uma narrativa baseada em temas como fome, trabalho, sobrevivência e divisão de classes. A partir desse universo, Monks passou a construir uma história musical ambientada em um cenário medieval, utilizando a revolta contra o sistema feudal como metáfora para questões sociais contemporâneas.
Musicalmente, Peasant Rising mistura diferentes vertentes da música pesada. Thrash metal, doom, hardcore e industrial aparecem acompanhados por instrumentos associados à música medieval, criando uma abordagem que alterna momentos agressivos e passagens mais épicas. A proposta também incorpora elementos teatrais e esquetes que ajudam a desenvolver a narrativa do álbum.
O primeiro single, “Return The Goat”, apresentou essa combinação ao colocar o personagem central da história em meio a blast beats, breakdowns, instrumentos medievais e uma narrativa de revolta. O repertório também inclui faixas como “Siege Proof Hovel”, “Helm Yeah” e “The Fall”, que ajudam a apresentar diferentes lados do projeto.
Apesar de ser uma estreia no metal, Monks utiliza referências bastante variadas para construir o som do Netherwilds. O material reúne influências que passam por Refused, Mr. Bungle e Dillinger Escape Plan, além de elementos associados a bandas como Metallica, System of a Down e Rob Zombie.
A própria construção de Peasant Rising parte dessa liberdade. Segundo Monks, o processo foi experimental, mas a ideia sempre foi transformar diferentes referências musicais em uma linguagem própria. O resultado é um álbum conceitual que utiliza fantasia medieval e humor para abordar uma história de luta coletiva e sobrevivência.
Ao longo das faixas, camponeses, reis, executores e figuras místicas fazem parte de uma narrativa que coloca a desigualdade social no centro da trama. A revolta feudal funciona como ponto de partida para uma história sobre pessoas comuns tentando recuperar algum controle sobre suas próprias vidas.
Com Peasant Rising, o Netherwilds transforma um personagem criado para as redes sociais em um projeto musical completo. O álbum chega oficialmente nesta sexta-feira, 9 de outubro, apresentando uma proposta que cruza metal avant-garde, fantasia medieval e crítica social em um trabalho construído para ser ouvido também como uma história.










