Ingrime prepara segundo álbum com proposta de “trilha sonora antisurto”
Banda de rock alternativo apresenta “Utopia”, single que explora novas texturas e equilibra melancolia, groove e esperança
Créditos foto: Divulgação
via Hell Yeah Music Company
A
Ingrime
prepara um novo capítulo de sua trajetória com a produção de seu segundo álbum de estúdio, trabalho que representa o amadurecimento de uma banda que vem ampliando suas possibilidades artísticas sem abandonar o caráter introspectivo e crítico presente em sua identidade desde os primeiros anos. A proposta do novo disco parte de uma ideia curiosa e bastante humana, a de construir uma espécie de "trilha sonora antisurto", reunindo músicas capazes de acompanhar momentos de ansiedade, confusão, excesso de pensamentos e as pequenas crises que fazem parte da vida cotidiana.
O conceito não significa transformar o próximo álbum em uma obra exclusivamente sombria ou terapêutica. A Ingrime pretende explorar justamente os contrastes que acompanham essas experiências, transitando entre melancolia, esperança, inquietação, ironia e momentos de leveza. Depois de anos desenvolvendo uma linguagem marcada por letras existenciais e uma sonoridade que aproxima diferentes facetas do Rock Alternativo, a banda chega a essa nova fase com maior liberdade para experimentar e compreender a própria identidade.
O lançamento mais recente do grupo foi “Utopia”, single que funciona como uma espécie de passagem entre o universo apresentado no álbum de estreia e os caminhos que começam a ser explorados agora. A música não deve integrar o segundo disco, mas ocupa um lugar importante dentro desse processo por apresentar algumas das mudanças que passaram a orientar a banda, tanto na composição quanto nos arranjos. Com uma abordagem mais aberta, groove dançante e novas texturas, “Utopia” mostra uma Ingrime disposta a sair de zonas já conhecidas sem perder o componente melancólico que acompanha sua música.
A canção parte de uma contradição presente no próprio título. Enquanto a utopia aponta para um ideal de futuro e para a possibilidade de dias melhores, sua letra também questiona o quanto é possível sustentar esse tipo de esperança diante das frustrações, inseguranças e contradições da realidade. O resultado é uma composição que encontra espaço para o otimismo sem abandonar a dúvida, utilizando a música como uma forma de lidar com aquilo que nem sempre pode ser resolvido.
“Utopia chega como um respiro, desde sua mensagem e sonoridade até a jornada da banda até aqui. O otimismo, o ritmo dançante, as novas texturas, tudo isso nos permitindo abrir mais o leque de possibilidades, algo que amamos: explorar, continuar a nos descobrir, como pessoas e músicos. Com certeza vai te surpreender, mas vale ressaltar, a melancolia e aquele ‘tempero’ especial da Ingrime ainda estão presentes. Contrastando muito bem com a dualidade e os questionamentos que a música traz. Estamos ansiosos para entregar mais um pouco de nós e nosso âmago nesse lançamento, mas nos anima mais ainda ouvir e receber o feedback do público. Definitivamente é um trabalho que vai nos permitir aprender muito mais do que ‘ensinar’ algo, um momento onde o lado bom da vida vai se fazer presente para nós”, declara
Gabriel Teixeira, vocalista da banda.
“Utopia” também registra uma ampliação da paleta sonora da Ingrime. Produzida, mixada e masterizada por
Marco Aurélio Dower, a faixa combina o groove com atmosferas introspectivas e arranjos construídos em torno de diferentes camadas instrumentais. A presença de uma seção de sopros acrescenta novas possibilidades ao som do grupo, com trombone de
Lucas Andrade, trompete de
Lucas Antonio
e saxofone de
Marcelo Belineli. A capa ficou sob responsabilidade de
Leandro Massai.
A gravação reúne Gabriel Teixeira nos vocais, Gabriel Gustavo na bateria, Fábio Cerqueira na guitarra, Roberto Barros Cazo no baixo e Marco Aurélio Dower nos teclados, além dos músicos convidados. Atualmente, Gabriel, Fábio e Gabriel Gustavo formam o núcleo fixo da Ingrime, mantendo a continuidade da banda desde sua fundação, em 2018.
A ideia de uma “trilha sonora antisurto” representa, portanto, mais do que uma definição para o próximo trabalho. Ela sintetiza uma mudança de perspectiva dentro da própria Ingrime. Se as primeiras composições da banda encontravam na melancolia, na inquietação e nas questões existenciais um espaço para expressar conflitos individuais e coletivos, a nova fase procura olhar para esses mesmos sentimentos sem permanecer presa a eles. Há espaço para dançar, respirar, questionar, rir de determinadas situações e encontrar algum grau de esperança mesmo quando as coisas continuam longe do ideal.
O segundo álbum ainda está em processo de construção, mas “Utopia” oferece uma primeira pista sobre o que a Ingrime pretende desenvolver daqui para frente. A banda segue experimentando novas sonoridades e aprofundando sua escrita enquanto transforma as próprias experiências em matéria-prima para um trabalho que pretende acompanhar o ouvinte nos momentos em que a cabeça parece estar funcionando rápido demais.
Saiba mais sobre a Ingrime através do site
www.ingrime.com, pelo @banda.ingrime no Instagram ou por meio de sua Assessoria de Imprensa,
Hell Yeah Music Company.










