El Negro lança “Bronco”, quarto álbum gravado no porão da antiga prefeitura de Porto Alegre
Disco traz participações de Gabriel Guedes (Pata de Elefante) e Beto Bruno (Cachorro Grande)
Foto: Divulgação
via Tedesco Mídia
A banda gaúcha de rock El Negro apresenta Bronco, quarto álbum da carreira, trabalho que aprofunda a busca por processos de criação fora do convencional. O disco foi gravado no porão da antiga prefeitura de Porto Alegre, no centro da capital gaúcha, onde a banda montou seus instrumentos no subsolo do prédio de arquitetura neoclássica para registrar o repertório.
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O local escolhido ajuda a definir a identidade do álbum. Em vez de recorrer a um estúdio tradicional, a El Negro apostou na relação entre espaço, ambiência e performance como parte ativa do resultado sonoro de Bronco, mantendo uma linha de experimentação que acompanha a trajetória da banda.
A decisão pelo local da gravação, explica o El Negro, reforça uma lógica de produção que enxerga o espaço não apenas como suporte técnico, mas como elemento constitutivo da música.
“Desde o começo a gente vem fazendo experiências de gravações em lugares que fogem dos convencionais. Dessa vez fizemos testes em diferentes lugares antes de escolher a antiga prefeitura. Isso era feito nos anos setenta e me parece atual em épocas de inteligência artificial”, explica Mumu, guitarrista e vocalista da banda.
A El Negro é formada por Mumu (Vocal e guitarra e teclados), Fabian Steinert (contrabaixo e guitarra) e Leandro Schirmer (Bateria e percussão).
A fala de Mumu resume um dos eixos centrais deste novo álbum: a busca por um som com mais presença, textura e personalidade em um momento em que a padronização técnica parece cada vez mais acessível.
Ao transformar o subsolo de um prédio histórico em estúdio, a El Negro reforça a intenção de produzir um disco em que ambiente e execução caminham juntos.
Bronco também chega com participações especiais que ampliam o alcance do trabalho. Em “Rick Simpson Oil”, a El Negro recebe Gabriel Guedes (Pata de Elefante) na guitarra.
Já “Galope Louco”, que foi o primeiro single, traz a participação de Beto Bruno (Cachorro Grande), aproximando o álbum de dois nomes de trajetória relevante na música gaúcha.
No quarto disco da carreira, a El Negro reafirma sua identidade dentro do electro rock ao mesmo tempo em que expande seus próprios métodos de criação. Bronco surge, assim, como um lançamento que combina conceito, ambiência e repertório em um mesmo movimento, consolidando mais um passo da banda em direção a uma linguagem cada vez mais própria.

