Carceral estreia com metal extremo instrumental e lança o single “Hypnomachia”
Banda brasileira combina death, thrash, grindcore e powerviolence em proposta sem vocais que antecipa o álbum Descending Reprisal, previsto para julho
Crédito fotos: Divulgação
via ASE Muisic
Em um cenário onde o metal extremo costuma encontrar sua força na voz humana, o
Carceral
segue um caminho oposto. A banda instrumental brasileira, formada por
Roberto Ortega
e
Hard Alexandre Christiani
nas guitarras,
Victor Hormidas
no baixo e
Daniel Moscardini
na bateria, estreia com o single/vídeo "Hypnomachia", que conduz o ouvinte por uma experiência marcada por riffs cortantes, mudanças abruptas e uma atmosfera de tensão constante.
A faixa antecipa o álbum de estreia, "Descending Reprisal", que será lançado em 15 de julho e que promete apresentar uma das propostas mais intensas surgidas no underground. Com 24 composições que condensam a violência do death e thrash metal à urgência do grindcore e do powerviolence, o trabalho foi concebido para causar impacto.
"A ideia surgiu ainda no início dos anos 2000, enquanto ouvia discos como 'The Sound of Perseverance' (Death) e 'Scum' (Napalm Death). Eu queria unir a linguagem dos riffs do death/thrash metal à concisão do Grindcore. A ideia permaneceu adormecida por muitos anos, até que, em 2024, percebi que riffs compostos anteriormente faziam parte da mesma visão. A partir daí nasceu 'Descending Reprisal', um projeto que acabou se tornando muito maior do que eu havia imaginado inicialmente", detalhou Roberto Ortega. "A decisão de tornar o Carceral uma banda totalmente instrumental nasceu da minha admiração por artistas e grupos que exploram a música dessa forma, como Mahavishnu Orchestra, Tribal Tech, Dixie Dregs, Allan Holdsworth e Frank Gambale. Ao mesmo tempo, sempre fui fascinado pelos trechos instrumentais mais sombrios, dissonantes e inquietantes de bandas como Immolation, Morbid Angel e Voivod. A proposta foi unir essas influências: a liberdade expressiva da música instrumental e a atmosfera obscura e apocalíptica do metal extremo."
Formado em dezembro de 2024, o Carceral, que teve seu nome inspirado por leituras do poeta
Augusto dos Anjos, passou mais de um ano dedicado exclusivamente à construção de sua estreia. O álbum foi produzido por
Roberto Ortega
e
Victor Hormidas, com mixagem e masterização de
Samuel Bassani. O projeto ainda reúne colaborações de
Pablo Greg, conhecido por seus trabalhos com
Edu Falaschi
e
Crypta, que foi responsável pela introdução, e
Vithor Moraes
(Armiferum), que assina o design de som de duas faixas e uma futura versão orquestrada de "Of Searing And Perilous Abidance". A arte da capa foi criada pelo artista russo
Artem Demura, enquanto as artes dos singles ficaram a cargo de
Rodrigo Salvatierra, do Chile, e
Danilo Ferreira, do Brasil. Os lançamentos serão acompanhados por vídeos produzidos por
Wanderley Perna e
Arthur Hermit.
Musicalmente, "Descending Reprisal" dialoga com a brutalidade e a técnica de bandas como Death, Kreator, Slayer, Morbid Angel, Dark Angel e Krisiun, mas desenvolve uma identidade própria ao colocar as guitarras e o baixo no centro da narrativa. O resultado é uma sucessão de faixas que evocam cenários de colapso, punição e destruição, construindo uma trilha sonora para o fim dos tempos. Além de "Hypnomachia", o álbum será precedido pelo lançamento do single "Archaic Law". Após a chegada do disco, outras quatro faixas ganharão destaque em lançamentos individuais acompanhados por vídeos e playthroughs, ampliando a experiência visual e conceitual proposta pela banda.
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O videoclipe amplia essa narrativa por meio de um visual marcante e altamente simbólico. Idealizado pela própria vocalista, o figurino representa o poder feminino e a conexão com o oculto, enquanto a paleta em preto e branco reforça o conceito de equilíbrio entre forças opostas.
“O figurino que se tornou símbolo do poder feminino e oculto foi desenhado por mim. Respeitamos as cores do álbum, o preto e branco, que trazem o simbolismo do equilíbrio de forças. A coroa foi produzida com vértebras e costelas caprinas e crânios de galináceos através de um trabalho de taxidermia artística. O fato de serem ossos reais reforça a energia de transmutação e conexão com o limiar”, finalizou a vocalista.
Um dos elementos mais impactantes do clipe é justamente essa coroa, confeccionada com ossos reais, reforçando visualmente o conceito de transmutação e a conexão entre planos — aspectos centrais na proposta estética e espiritual do quinteto.
Principium está disponível em todas as plataformas digitais e também em formato físico pelo selo Voice Music. O álbum aborda temas como espiritualidade, ocultismo, amor, morte, renascimento e transformação da consciência, com uma construção musical marcada por arranjos grandiosos, refrões fortes e produção refinada.
Paralelamente, a banda se apresenta no próximo dia 27 de junho, no Teatro Paiol, em Curitiba, em comemoração aos dois anos de lançamento do álbum. Os ingressos estão disponíveis pela plataforma Diskingressos.
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