Angra anuncia show especial de 30 anos de Holy Land no Olympia, em Paris
Concerto em setembro terá execução do álbum na íntegra, participação de Kiko Loureiro e homenagem a Andre Matos em apresentação histórica na França
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via Top Link Music
23 de maio de 1995: em Paris, na Locomotive lotada, a França viu nascer ao vivo a sua primeira grande conexão com o ANGRA, então uma jovem banda brasileira que havia chamado atenção poucos meses antes com o álbum de estreia “Angels Cry”.
Um ano e meio depois, em novembro de 1996, durante uma turnê francesa de sete datas, o quinteto de São Paulo comemora com o público do país o sucesso de “Holy Land”, ambicioso álbum conceitual que entraria para a história do Heavy Metal. O disco consolidou a identidade do grupo ao unir hinos de power metal a arranjos sinfônicos e ritmos tribais, em uma proposta artística que se tornaria referência.
O guitarrista e compositor Rafael Bittencourt relembra:
“Estávamos confiantes e ansiosos para ir além. Era o momento ideal para experimentar, correr riscos e ultrapassar nossos limites. Éramos jovens, inspirados e tivemos a rara chance de nos dedicar à música de forma profissional, enquanto realizávamos o sonho do reconhecimento internacional. Para expressar quem éramos, tive a ideia de contar a história do descobrimento do Brasil, da colonização europeia e do encontro com as culturas africanas e indígenas. Durante a fase de Holy Land, a banda atingiu seu auge, tanto individual quanto coletivamente. Nada podia nos parar. Um período fabuloso que jamais esquecerei”.
A relação com os franceses se fortalece na primavera de 1996, durante uma série de showcases acústicos em que o vocalista Andre Matos e o guitarrista Kiko Loureiro demonstram uma proximidade rara com o público. Naquele momento, sem que se percebesse plenamente, o ANGRA ajudava a formar uma geração de fãs tão apaixonada quanto fiel e, ao mesmo tempo, reacende no país o interesse por um estilo que havia perdido espaço por tempo demais.
A aventura continuaria em 1998 e 1999, anos em que o ANGRA se apresentaria por diversas cidades da França, tocaria no Printemps de Bourges (com Dream Theater), nas Eurockéennes de Belfort (com Metallica) e lotaria o Zénith de Paris em um concerto memorável que ainda teria a participação especial de Bruce Dickinson, do Iron Maiden.
Os anos 2000, porém, seriam mais turbulentos, marcados por diferentes mudanças de formação, com Rafael Bittencourt buscando manter o navio no rumo, apesar dos desafios. 2026 marca os 30 anos do lançamento de “Holy Land” e do show realizado em 15 de novembro de 1996, no cenário inusitado do Aquaboulevard de Paris, que deu origem ao mini álbum ao vivo “Holy Live”.
Para celebrar a data, o ANGRA prepara um concerto especial com o público francês no dia 23 de setembro de 2026, no Olympia. A noite será dividida em duas partes: primeiro, a execução de “Holy Land” na íntegra; depois, um segundo set dedicado a outros destaques da extensa discografia do grupo. O show também será uma homenagem a Andre Matos, falecido em junho de 2019. Para a ocasião, Kiko Loureiro (que integrou o Megadeth por dez anos) retorna de forma pontual ao ANGRA.
Kiko comenta a importância do momento:
“A primeira vez que entrei na lendária sala do Olympia, senti o peso da história no ar. Sabendo o quanto este lugar é sagrado e quantos artistas emblemáticos já se apresentaram nesse palco, é, sem dúvida, mais um marco importante na minha carreira, um daqueles momentos que guardamos para sempre na memória. Ao caminhar pelos corredores dos bastidores, olhando os velhos cartazes e as fotografias de tantas lendas que marcaram a história da música, senti-me ao mesmo tempo humilde e inspirado. Tocar com o Megadeth com ingressos esgotados no Olympia é realmente inesquecível. Hoje, subir novamente nesse palco histórico com meus irmãos do Angra para celebrar Holy Land me parece ainda mais significativo. Este álbum representa um dos capítulos mais importantes da nossa vida musical. Voltar a Paris, uma cidade que sempre nos recebeu com profundo respeito e um entusiasmo transbordante, compartilhar novamente essas canções, sobretudo em uma casa tão emblemática quanto o Olympia, é mais do que um simples show. É uma celebração de história, de laços e de gratidão”.
Além disso, Rafael Bittencourt (guitarra), Felipe Andreoli (baixo), Bruno Valverde (bateria) e Marcelo Barbosa (guitarra) apresentarão ao público francês o novo vocalista do grupo, Alirio Netto, conhecido por trabalhos como o Queen Extravaganza, tributo oficial ao Queen idealizado por Roger Taylor.
Felipe afirma:
“Em 25 anos, o Angra me permitiu dividir o palco com muitos artistas excepcionais, e isso continua com a chegada do Alirio. Ele é simplesmente um dos maiores cantores que já tive a oportunidade de ver, e é um verdadeiro prazer tê-lo agora entre nós. Ele representa a música e a cultura brasileiras e, ao mesmo tempo, traz sua própria interpretação teatral, além de uma extensão e versatilidade incríveis. E o fato de o Kiko, um dos músicos brasileiros mais importantes da nossa época e outro grande amigo, se juntar a nós nesses momentos especiais é inestimável”.
No próximo 23 de setembro, no Olympia, com a atmosfera naturalmente tomada pela nostalgia, o concerto “Holy Land 30th” também será marcado por reencontro e renovação, um momento aguardado há muito tempo por músicos e fãs.
Alirio Netto conclui:
“Entrar no Angra é a realização de um sonho que alimento desde o início da minha trajetória. É impossível falar dessa história sem mencionar André Matos: sua voz e sua sensibilidade ajudaram a definir o som e a alma do Angra e marcaram profundamente toda uma geração de músicos e fãs. Seu legado permanece vivo e é uma fonte constante de inspiração para mim. Tenho um respeito enorme por tudo o que Rafael, Kiko, Felipe, Marcelo, Edu, Bruno, Aquiles, Ricardo, Luis e todos que passaram pela banda realizaram e por tudo o que contribuíram para a grandeza do grupo ao longo das décadas. Recebo este momento com gratidão e responsabilidade. O legado do Angra merece sempre o melhor em dedicação, compromisso e autenticidade, e não farei concessões quanto a isso. Minha intenção é honrar essa história respeitando o passado e me comprometendo com o futuro, permanecendo fiel a mim mesmo em todos os aspectos e dando o meu melhor para que essa chama continue acesa para as próximas gerações”.”
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